Eu queria acreditar no que os outros dizem.
Parar com essa teimosia de acreditar no que eu sinto.
Parar de fechar o olho para as cotoveladas e rasteiras que tenho levado, levantado e feito de conta que nem me relou.
Queria parar de lutar contra todo esse silêncio.
Queria por minha pilha de livros com lições pro dia-a-dia em cima de todas as memórias fotográficas.
Queria deitar e abraçar todos esses caras com corpos e sorrisos de comerciais de televisão, cheios de carinho, transbordando atenção pra mim.
Sou eu sentada de pernas cruzadas, te encarando.
E toda essa gritaria ao redor mandando eu levantar, dar as costas e sair andando.
E assim vai, eu brincando de surdo, e você de mudo.
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